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Nem todas as crianças e adultos Hiperativos são "hiperativos", muitos são mais distraídos que agitados.

Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (DDA ou TDAH) em crianças Perguntas e Respostas

Pág 1 P 2 P 3 P 4 P 5 P 6 P 7  P 8 TDAH em adultos

Nenhum exame de laboratório nem de imagem (Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética) nem Eletroencefalograma nem Mapeamento Digital diagnosticam TDAH. O diagnóstico é exclusivamente clínico.

Meu filho tomou Ritalina e as notas não melhoraram.

Coloquei essa pergunta em destaque porque ela serve para todos os tratamentos. A Ritalina aumenta a capacidade de concentração, atenção e de "frear" a impulsividade. Só que ela não sabe se essa maior capacidade está sendo usada para um livro escolar ou para o vídeo game, por exemplo. Então eu pergunto: mas vc está estudando com seu filho ? Ele tem um ambiente tranqüilo e com poucos estímulos externos para poder se concentrar nos estudos ? Ou ele estuda com TV, computador e música ligados ? Ele tem anos de hábitos improdutivos de estudos. A Ritalina não muda esses hábitos. Mas a força de vontade, a disciplina e a orientação dos pais sim, podem mudar esses hábitos. Quando a ajuda familiar não é suficiente, existem terapeutas especializados em DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade) que podem ajudar e muito. Além disso, não se esqueça que é comum a associação DDA (ou TDAH) e DDO (Distúrbio Desafiador de Oposição). O nome diz tudo. Essas crianças e suas famílias precisam de ajuda terapêutica.

 

 

 

Meu filho sempre foi uma criança muito difícil de lidar, perdia ou não sabia onde estavam os brinquedos e outros objetos, tinha dificuldade de aprendizado, era desatento, rendimento escolar baixo, não assistia às aulas, era baguncento, desorganizado, não tinha limites (e nós nem conseguíamos impor) e outros muitos problemas. Até que no mês de julho de 2006, por sorte, entrei no site "portal da família" e abri a janela sobre adolescentes e li sobre TDAH, achei interessante e fui fundo fazer mais pesquisas. Então eu desconfiei que ele tivesse este transtorno, pois havia mais de 30 sintomas que cabiam a ele. Levei-o ao psiquiatra e ela confirmou minhas suspeitas. Ele demonstrou os sintomas desde muito pequeno, mas nunca havia sido diagnosticado. Toda vida foi um horror, pois a família entrava em conflito. Descobri através disso que eu também tenho TDAH, em conversa com meu irmão através de internet, descobri que ele e o meu pai também são portadores de TDAH. Eu tenho os sintomas também, talvez por isso maltratei muito meu filho, porque eu tinha acesso de raiva com ele e ficava gritando e batendo nele.  Fiquei chocada e ao mesmo tempo aliviada em finalmente poder entender o comportamento dele até então. A psiquiatra recomendou RitalinaLA 1 vez ao dia inicialmente , mas hoje 15/08/0 ela receitou 2 vez ao a dia. Ela me contou que fez especialização em TDAH. O problema maior é o custo do medicamento, aqui em Aracaju (Sergipe) custa R$ 170.00, cada caixa. E eu não tenho condições para adquirir o remédio. Como é um medicamento de uso contínuo, não dá para parcelar, pois ficaria um acúmulo de parcelamento. Gostaria de saber se há subsídio por parte do governo, ou alguma entidade. Gostaria muito de poder ajudar meu filho. Sou separada e enfrento muitas dificuldades, além desse , tenho ainda outro filho menor que, felizmente não tem esta transtorno.

Que eu saiba o governo não paga Ritalina, mas pq vc não pede para o médico a Ritalina 10 mg, que dá mais trabalho pq tem q tomar 3 a 4 x por dia, mas custa menos de 14 Reais a caixa ?

Tenho um filho de 11 anos que teve diagnostico de transtorno de atenção com traços de distúrbio desafiador oposicionista. Fiquei sem entender bem, principalmente em relação à medicação: Clonidina 0,100mg. Podem me esclarecer melhor quanto à diagnóstico e tratamento?

A Clonidina é uma medicação que na bula é indicada para hipertensão. Porém, pela sua ação no Sistema Nervoso Central tem a propriedade de ativar a atenção e sobretudo diminuir a hiperatividade que é tão freqüente no Transtorno de Distúrbio de Atenção. Dr. Raymond Rosenberg

Meu filho foi diagnosticado pelo hospital das clínicas de são Paulo com o tdah,receitaram para ele tomar a Ritalina mas não dei tenho muito medo de medicação de tarja preta gostaria de maiores informações sobre essa medicação e qual o tempo aproximado de seu uso. Aguardo ansiosa estou enlouquecendo na dúvida se dou o não a medicação a ele, pois tenho medo dele tomar e de não tomar também.

Ritalina existe desde 1956. Se fosse perigosa não seria vendida no mundo todo. Faixa preta, vermelha, receita branca, branca carbonada, azul, amarela, isso é uma invenção brasileira que serve muito bem para assustar os pacientes e fazê-los se sentirem bem doentes e tomando remédios perigosíssimos. Dr. Rubens.

Gostaria de saber se há escolas - ensino fundamental - indicadas para portadores de DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade). 

Não há em São Paulo escola que seja dedicada a crianças com DDA (ou TDAH). O que temos são escolas abertas a se adaptarem às necessidades de estrutura que os indivíduos com DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade) têm. Eu acredito que uma escola que tenha uma classe com no máximo 20 alunos seja viável para acomodar a criança referida acima. Dr. Raymond Rosenberg

Estou tentando desenvolver uma pesquisa para saber se crianças que usam Ritalina na infância (droga lícita), terão maior ou menor probabilidade de se drogarem (falo agora das drogas ilícitas) na adolescência e na fase adulta. Preciso desenvolver uma monografia e gostaria, se possível fosse, que me desse algumas dicas sobre isto. Existe alguma literatura sobre o assunto?

Sim, existe e é bem clara: as crianças tratadas com estimulantes tem menos probabilidade de abusarem de drogas na adolescência.

Gostaria de saber se uma criança de 3 anos, sexo masculino, que me parece ter uma atenção concentrada, mas com comportamentos de inquietudes, impulsividades, apresentando uma energia interior que nunca cessa, pode ser Hiperativa sem ter o déficit de atenção? Se for somente Hiperativa, qual o procedimento terapêutico neste caso?

Prezado Senhor, Neste estágio do desenvolvimento a criança pode estar tão somente manifestando o comportamento que o seu TEMPERAMENTO (que é geneticamente determinado) lhe permite. Só examinando esta criança é que se pode fazer o diagnóstico diferencial.

TENHO UM SOBRINHO DE 6 ANOS QUE ME PARECE MUITO INTELIGENTE.POREM É MANIPULADOR ;SE É QUE PODEMOS DIZER ISTO DE UMA CRIANÇA. TAMBÉM É MUITO AGITADO, TEM UMA ENERGIA QUE NÃO ACABA NUNCA. MUITO ARTEIRO. BATE NOS COLEGUINHAS, JÁ FEZ XIXI NA MOCHILA DO COLEGA, TENTOU JOGAR A IRMÃ DE 4 ANOS NA LAREIRA. PARECE NÃO TER MEDO DE NADA. É ANSIOSO. COME MUITO E MUITO RÁPIDO.TAMBÉM SEMPRE É O LÍDER NA TURMA DE ESCOLA E ENTRE AS BRINCADEIRAS. POR ÚLTIMO APANHA MUITO DO PAI QUE ACHA QUE ESTE COMPORTAMENTO É SIGNIFICADO DE FALTA DE RESPEITO. APOS INSISTIR MUITO COM MINHA IRMÃ ELA O LEVOU AO NEUROLOGISTA QUE DIAGNOSTICOU TDAH. A CIDADE EM QUE ELES MORAM É MUITO PEQUENA E NÃO TEM NEUROLOGISTA INFANTIL. GOSTARIA DE SABER QUAIS OS PRINCIPAIS CUIDADOS EM RELAÇÃO AO USO DA RITALINA. DOSE USUAL, SINTOMAS COLATERAIS, PERÍODO QUE LEVA PARA SE OBTER O EFEITO TERAPÊUTICO E SE O EFEITO ESPERADO NÃO OCORRE EM QUANTO TEMPO SE PERCEBE. CASO ESTA MEDICAÇÃO NÃO FUNCIONE, QUAL OUTRA PODE SUBSTITUÍ-LA?

A Ritalina dá mostra de seus efeitos já desde a primeira tomada. Porém, o observador tem determinadas expectativas ( a criança " ideal" ) que não são atendidas e já acha que a medicação não fez efeito. É preciso observar pelo menos por 2 semanas (com os fins de semana também) para então levar ao médico e relatar a evolução. No Brasil não temos disponível a medicação ideal que substituiria o Metilfenidato que é a anfetamina. Vários colegas usam os antidepressivos e os bloqueadores alfa. Cabe aqui a experiência clínica de cada um. Dr. Raymond Rosenberg

... O Adderall é uma droga de existência nos EUA e que antecedeu o Metilfenidato. Ela chega a ser muito mais eficaz que o metilfenidato. se puder resolver o problema de entrada no país, é uma excelente opção terapêutica e de maiores índices de melhora. Rosenberg

Minha filha tem 7 anos e esta estudando na 2ª Série, desde a 1ª série ela vem apresentando problemas com os estudos. Nossa visão dela no meio de outras crianças é normal, ela não possui dificuldade de relacionamento e é muito inteligente e esperta. Mas observamos em seus temas escolares que seus erros se encontram nas coisas mais simples e impossíveis de serem erradas, ela faz as contas matemáticas pela metade e parece não perceber o seu erro, ela pode fazer 20 contas hoje e fazer tudo certo mas no dia seguinte em 5 contas podem ser encontrados no mínimo 2erros, pode errar também no escrever uma frase. Ela possui uma facilidade em aprender qualquer coisa, fazê-la várias vezes sem problema, mas de repente começa a errar em coisas simples, nosso diagnóstico poderia ser de falta de atenção.Ela possui o seguinte perfil:* não enxerga detalhes e faz erros por falta de cuidado* tem dificuldades em manter a atenção* tem dificuldades na organização e asseio com suas coisas escolares* freqüentemente perde objetos e não se recorda onde os colocou* distrai-se com facilidade* esquecimento nas atividades rotineiras* tem dificuldade em permanecer sentada. Quando vai fazer seus temas,em casa, a cada minuto ela vem conversar conosco, na escola a professora informou que esse problema não existe.* interrompe conversas e se intromete* é imprevisível em suas tarefas, hoje pode estar tudo bem, mas amanhã não se sabe* não tem noção do perigo* fica desorientada em algumas situações, por exemplo, quanto o telefone e o interfone tocam ao mesmo tempo.* aprende com os erros passados mas as vezes esquece* geralmente, durante seus temas escolares, percebemos que ela parece estar no mundo da lua. Ela faz uma atividade e de repente para, parece estar voando. Acredito que alguns desses itens podem ser normais para uma criança, mas todos juntos não parecem ser normais.Preciso de mais informações e orientação, pois toda essa situação está nos enlouquecendo. Peço, também , o nome ou telefone de algum médico que possa nos orientar aqui no Rio Grande do Sul.

O quadro que descreve é típico de Distúrbio de Atenção e necessita de avaliação clínica por um profissional habilitado. Sugiro que entre cm contato com o Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da URGS em Porto Alegre junto à equipe da Dra. Lucrécia pois é notória no campo do diagnóstico e tratamento dos Distúrbios da Atenção. Dr. Raymond Rosenberg

Tenho enfrentado sérias dificuldades c/meu filho de 5 anos: Até o final do ano passado era uma criança normal, apenas c/ problemas de fonoaudiologia. Esse ano seu comportamento piorou, se tornou muito agitado, sem prestar atenção em nada, e, pode estar calmo em alguns momentos, mas atualmente está tão agitado que até está falando coisas desconexas, e só sabe falar gritando. Levado a um Neurologista este diagnosticou hiperatividade e retardo psicomotor (esse ano ele não aprendeu nada na pré-escola). Foi administrado o Tofranil, o qual ele reagiu muito mal , e em seguida trocou para o Tryptanol, o que aconteceu a mesma coisa, até a Professora ele tentou estrangular. Com o Tryptanol foi pior que com o Tofranil, que além de ele ficar agressivo ficou também deprimido. O Neuropediatra mundo voltar para o Tofranil, mas não demos mais não. Depois disso passou por uma fase calma, e desde essa semana começou a ficar agitadíssimo, falando inclusive coisas desconexas, sugerindo um problema mais grave. Estou totalmente perdida e gostaria de esclarecer: 1 - Já que a medicação tradicional para ele foi um desastre, ele poderia ser medicado com homeopatia? 2- O quadro descrito acima pode sugerir Psicose? A avó paterna é esquizofrênica. Estou muito aflita.

A reação ao Tofranil e Tryptanol não deveria lhe assustar pois não é incomum crianças hiperativas reagirem com piora da sintomatologia com estes fármacos. Quanto à Psicose, é muito rara nesta idade e deveria ser avaliada detalhadamente. Dr. Raymond Rosenberg

Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (DDA ou TDAH) em crianças Perguntas e Respostas Pág 1 P 2 P 3 P 4 P 5 P 6 P 7  P 8 TDAH em adultos

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