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Perguntas e Respostas sobre Tratamento de Doença de Parkinson e outras doenças da Neurologia

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P: Já fui respondida uma vez, mandei outras perguntas ainda não veio resposta, agora em meu caso ontem tive uma convulsão das mais graves, estou preocupada, gostaria de saber se terei outras vezes, pq estou com receio de sair até na rua, ainda mais que aconteceu dentro de um mercado em público, lugar que nunca mais eu entrarei, por vergonha e lembranças terríveis que mal me lembro só da minha cabeça começar a ir pra traz por impulsos incontroláveis. Quero saber se quem tem isso uma vez pode ter outras ou se essa pode ser única? Obrigado.

R: Pena , mas só o Neurologista que te examinou e tratou tem condições de responder a essa pergunta.

P: Minha irmã é epiléptica desde de 2 anos de idade com freqüente crises apesar de tomar doses alta de remédio, agora o médico sugeriu cirurgia estou com muito medo desse procedimento deixar sérias seqüelas, quais as chances que ela tem de ficar bem?

R: Prezada Rosa, o tratamento cirúrgico nos casos de Epilepsia de difícil controle tem sido bastante eficazes no controle das crises. Portanto é uma alternativa interessante no caso da sua irmã. Dr. Abram Topczewski 

P: Minha mãe tem mal de Parkinson, e a mais ou menos a uns dois anos atrás seu médico disse que ela estava com depressão, e ela não tomou os medicamentos. A um ano atrás ele começou a ter surtos então o médico prescreveu Seroquel, e disse que ela está com Demência por Corpus de Lewy, mas não consigo entender pois, tem dia que ela volta ao seu estado nor mal, não sei mais o que fazer, sinto muita tristeza em ve-la dessa maneira, uma pessoa que sempre foi muito ativa. DR gostaria de saber se tem cura?

R: A Doença de Parkinson com freqüência provoca uma Depressão bem forte e ela deve ser tratada para melhora a qualidade de vida do paciente. O ideal aí seria um tratamento combinado de um Neurologista e um Psiquiatra. Aí em Sorocaba recomendamos: http://mentalhelp.com/Chisleine_Fatima_Abreu.htm

P: Boa tarde, há alguns meses estou sentindo fortes dores nas pernas, tendo dificuldades para andar, vestir roupas, subir escadas e caindo com facilidade, não consigo mais correr. À noite sinto fortes dores nas pernas, quando vou esticá-las parece que vai rebentar as minhas veias ou articulações. Fui ao Ortopedista ele me receitou um relaxante muscular que não está resolvendo. Dr., por favor me oriente que médico devo procurar e o que pode ser isso. Obrigada!

R: Procure um Reumatologista, que é o médico especializado em doenças musculares. Isso pode ser uma série de coisas, entre elas uma reação a Estatinas (remédios para baixar o Colesterol) e uma Polimialgia Reumática.

P: Tenho muita dor de cabeça, por isso meu médico pediu vários exames entre eles a Ressonância Magnética, na qual apareceu uma pequena imagem arredondada com 5 mm, bem delimitada no interior da Hipófise, meu médico disse que poderia ser um Microadenoma, ele pediu um exame de Prolactina o qual deu 91,40 ng/ml, isto quer dizer que realmente é um Microadenoma?

R: As dores de cabeça provavelmente não têm relação com o achado de exame. Seu Neurologista é quem irá confirmar, mas com essa Prolactina, é possível que seja um Microadenoma de Hipófise sim. A maioria dos Microadenomas é tratada clinicamente (com um medicamento) e não com cirurgia, caso vc esteja preocupada.

P: Há 2 anos tive uma crise convulsiva após uso de Cocaína. após isto faço uso do Depakene. Não uso Cocaína mais, mas uso maconha. Fiz um EEG e o medico me disse que a lesão diminuiu bem nesses 2 anos, mas quando inspiro e expiro profundamente ocorre uma alcalose metabólica que pode aumentar a lesão. gostaria de saber se maconha interfere diretamente nisto e se posso usar maconha 1x ao dia, ou em final de semana. se poder responder em forma de e-mail obrigado!

R: Você já teve uma convulsão (ataque epitléptico) causado por uma droga e continua querendo usar outra ??? Não existe "quantidade segur" para quase ninguém, ainda mais para você !

P: Além da depressão, um AVC (Acidente Vascular Cerebral, ou Derrame) Hemorrágico sem seqüelas motoras pode provocar alterações no comportamento do paciente, como IRRITABILIDADE (MUITO NERVOSO), CONFUSÃO, MEDO, MUITA ANGÚSTIA, FADIGA, CANSAÇO E DESESPERANÇA?

R: Pode sim.

P: Olá! Tenho movimentos involuntários na boca, não sei se é em algum músculo ou nervo, se fosse seria mais ou menos o músculo risório ou bucinador. esses "puxões" ocorrem quando tento me recordar de algo, por ex., amanhã vou contar que relatei meu caso nesse site, qdo eu for tentar me lembrar do que relatei ou do site, minha boca começa a puxar! Então isso está associado à memória. Esses "puxões" refletem na língua também. Já fiz EEG e Tomografia Computadorizada, não acusou nada.

R: Olá. Perguntas pessoais sobre diagnóstico de movimentos involuntários sem que se tenha visto o paciente esbarram sempre em possibilidade de erro, devido à multiplicidade de tipos de movimentos involuntários possíveis e que necessitam uma história clínica muito detalhada e a visão pelo especialista do movimento em si. Pelo relatado imagino a possibilidade de uma forma de espasmo hemifacial inicial, poupando o músculo orbicular da pálpebra. O paciente deve consultar um neurologista para confirmar esta visão ou corrigir o diagnóstico, providenciando o devido tratamento. Atenciosamente, Dr. Luiz Augusto Franco de Andrade.

P: Ele pede para ir ao banheiro quando esta nervoso, e lá acaba desmaiando e acordando depois de 35 minutos, os nervos dele saltam e ficam muito agitados, ele (não fala, não se mexe,) e respira pela boca, tem fortes dores toráxicas, Já realizou vários exames e em nenhum foi diagnosticado o problema. Ele se nega a procurar médicos novamente pois diz que não adianta. Não sei como ajudar meu namorado nestas situações o que devo fazer?

R: Ele deveria procurar um Neurologista antes que sofra uma queda mais grave.

P: Meu pai sofreu um choque elétrico em 2005, aproximadamente 23.000 volts, teve parada cardíaca, levou 12 cargas de desfibrilador para ressuscitar, ficou 3 dias em coma induzido, ocorre que em abril de 2009, diagnosticaram que ele está com Mal de Parkinson, e que a doença está diretamente ligada ao choque elétrico. Com o merecido respeito lhes pergunto, é possível após 4 anos aparecer está doença? Onde posso encontrar livros que falem sobre isso, ou seja, que pode ocorrer após tanto tempo ?

R: Olá. Respondendo à pergunta sobre a exposição a choque elétrico de alta voltagem (no caso 23.000 V) e o aparecimento de Doença de Parkinson, pode-se dizer que é possível uma situação de parada cardíaca, com hipóxia prolongada por eletrochoque e o aparecimento de uma forma de Encefalopatia com Parkinsonismo em sequência, logo ao despertar ou pouco tempo depois deste evento. O aparecimento de sintomas parkinsonianos após longo tempo (como 4 anos após o evento, neste caso), traz sempre a dúvida sobre a relação de causa-efeito do choque elétrico e os sintomas. Doença de Parkinson é uma das afecções neurológicas degenerativas mais freqüentes da Neurologia, com aproximadamente 1 a 2 % das pessoas acima de 60 anos e uma coincidência não pode ser descartada. Na epidemiologia da Doença de Parkinson o antecedente de exposição a choque elétrico de alta voltagem não aparece como relevante, diferente de outras enfermidades, como na Esclerose Lateral Amiotrófica, onde este antecedente é relevante, pela freqüência. Um abraço. Dr. Luiz Augusto Franco de Andrade. 

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